Escrevo neste momento no avião que me leva de regresso a Lisboa após quase um ano cheio de novas experiências, muitas aventuras e histórias para contar estou de volta!
Sabiam que no México a moda das extensões do cabelo já chegou mas a falta de “produto” leva a algo muito pouco ortodoxo?! Ou que as velas das igrejas já não são o que eram e que a diversidade de cursos è tal que já chegou à Igreja?!
No meio das montanhas “surge” Semuc Champey, um pequeno vilarejo na Guatemala que fez reactivar o meu lado (mais) jovem e voltar a ter uns dias repletos de aventura e diversão, num ambiente de grupo, em que a boa disposição e a energia foram constante, seria difícil o contrario num paraíso destes!
The most dangerous road in the world! Quando se lê isto “dá um certo arrepio na espinha”, mas fazer a Carretera de La Muerte foi sem dúvida uma das melhores experiências da minha vida. A adrenalina sobe ao máximo e a sensação de estar em constante desafio durante 64Km em cima de uma bicicleta tornou este dia num momento alucinante!
Cada ilha do lago Titikaka é um “saco cheio de cultura, aventura e vivências”. Em Taquille aprendi tudo sobre a simbologia do gorro e dos pompons, das saias que as mulheres vestem e da forma como em comunidade convivem, vivem e se organizam!
Passar o dia e dormir numa ilha, em casa locais e integrando-me nas famílias, é uma experiência de vida que me irei recordar. Aprendi muito sobre este povo e com eles ainda dancei,musicas tradicionais….sim dancei, as fotos vão comprovar! A Patrícia e os seus três filhos foram óptimos anfitriões!
Sai do hostel para ver uma exposição de fotografia, mas aquilo que seria um vulgar passeio passou a uma lição de vida, uma questão humana, uma necessidade de falar e partilhar algo que vivi
…o tempo é pouco e a preguiça foi alguma! Mas regresso para por a escrita em dia e continuar a partilha de experiências, aventura e conhecimento que por todos os locais que vou passando são uma constante
Uma manhã bem passado no lago Titikaka com os Uros, o povo que habita nas ilhas. Algumas curiosidades e características de um povo que vive em ilhas flutuantes num lago a 3.812 metros de altitude!
Huacachina o oásis do Peru. No meio do deserto uma bela lagoa rodeada de árvores e protegida por altas dunas de uma areia finíssima. Um dia muito bem passado, em que para além de poder apreciar a natureza fiz sandboarding (tentei!) e dei um passeio de buggy!
A ida do Chile para o Peru, foi uma experiência que posso dizer "alucinante". Da chegada ao terminal, a viagem de 18 horas num bus e chegada a Lima, foram alguns dos momentos mais caricatos que tive nesta aventura. Mas não desanimei!
O Deserto de Atacama, esconde algumas das coisas mais bonitas que já vi até hoje. Do Vale de La Luna aos Gayseres del Tatio, encontram-se aqui maravilhas da natureza que nos fazem "perder" horas a contemplar momentos.
O Chile é um pais com uma história e geografia muito particulares. Este post, um pouco diferente dos que até hoje tenho escrito, deve-se precisamente a isso. Relato aqui algumas curiosidades e factos que marcam o crescimento deste povo
Quando estive em Melbourne, fiquei em drysdale na casa da Helen, do Neil e dos seus quatro filhos. Como coincidiu com o inicio da época escolar permitiu-me conhecer de perto a realidade da educação neste país: como funcionam as escolas e a relação destas com a comunidade educativa. Muito interessante!
Se algo levo desta minha volta ao mundo, é sem dúvida as historias de vida de pessoas que tenho conhecido nos vários locais por onde tenho passado. E sinto-me mesmo priveligiado porque em todos eles me tem aparecido alguém. Neste post falo-vos do Bob um (novo) amigo australiano!
Os dias que passei em Seaford, em Adelaide, foram como todos os outros recheados de aventura e emoção....até a prática do Bodyboard fez parte deste capitulo e claro o Corfebol!
Os últimos 25 dias tem sido recheados de aventuras e novas experiências. Algumas das coisas que fiz e aprendi neste tempo ficam aqui relatadas neste post que dedico a todos os meus amigos que me acolheram e me proporcionaram estas aventuras
Da Malásia fui para a Nova Zelândia, para dar um curso de arbitragem. Aqui revi velhos amigos, conheci novos amigos e tive uns dias muito preenchidos e que me deram oportunidade de ter muito boas aventuras
Desde que sai da Índia no dia de Natal para ir ter com a Joana à Malásia, até hoje, dia 3 de Fevereiro, encontro-me na Tasmânia e é o segundo dia que estou sozinho e de volta à parte solitária da minha viagem.
Na Índia todos devem ouvir muito mal ou quase nada, mas todos têm uma óptima visão! Pois. Pelo menos esta é a minha teoria após quase 2 meses de estadia neste país.
Uma dura realidade mas que existe e não pode ser ignorada.
Na época que festejamos agora pensei ser este um pequeno texto que vos poderia dar, para nos fazer pensar e reflectir!
Os ensinamentos de Rajesh não só são verdade como me tem ajudado em algumas situações que vou vivendo aqui na Índia. Aqui fica mais uma situação que com a ajuda de Rajesh consegui ultrapassar e acabar por ter uma boa experiência
É com este tipo de relatos de vida que quero retirar algum beneficio pessoal para a minha vida futura. Esta frase, com que termina este texto é aquilo que o destaca. Um encontro casual num dia complicado termina da forma que aqui conto e que recordarei
As tradições e histórias na Índia tem sido algo que ao longo desta viagem me tem despertado muito a curiosidade. Deixo aqui mais uma. A coragem de um povo na defesa e na luta dos seus princípios e naquilo que acreditam.
Kashmira uma cidade muito particular e muito especial. Com uma história dentro da história da Índia mas muito particular e própria. Kashmira é um lugar especial, conta isso a história "oficial" e intensifica contada pela voz dos próprios habitantes, tive a sorte de a ouvir contada por Shaban
Ver monumentos e locais onde a "história" se passou tem sido algo que me move desde o inicio desta odisseia. Alguns marcam mais do que outros...Jallianwala Bagh é um deles
Nem sempre é fácil ser turista!!!
Aqui, nem sempre mas muitas vezes, quando vamos a entrar nos monumentos e apresentamos o bilhete que acabamos de comprar nas bilheteiras, ficam com ele e manda-nos entrar.
Às vezes passam pela nossa vida pessoas que nos ficam para sempre. Rajesh Mehta é com certeza uma dessas pessoas.
Aprendi com ele uma lição que já me ajudou nos últimos dias e espero continuar a ajudar pela vida fora. Foi por coisas destas que embarquei nesta viagem.
Como não foi possível antes, coloco agora o post da viagem de Bus que me iria levar até à minha primeira paragem na Índia, leva-me primeiro a Lumbini, a terra onde nasceu Buddha.
Uma das tradições mais antigas e mais respeitadas. Muitos vêm de longe para aqui morrer. Um ritual e tradições que ainda hoje se mantêm e que continuam a ter o respeito e a dedicação de todos
O Pashupati pediu e eu fui!
De chitwan era suposto descer logo para a Índia, uma vez que já estava perto da fronteira. Mas não, ainda passei uma última semana no Nepal que teve muito significado e que me deu oportunidade de conviver com crianças de escolas e com o mundo do corfebol local
Apesar de ter havido um surto de Dengue no final do mês passado em Chitwan e terem morrido 19 pessoas, informei-me bem e soube que os Aedes Albopictus (mosquitos que transmitem o Dengue) tinham ido de férias já faz duas semanas. Assim sendo, não anulei o meu safari em Chitwan e ainda bem que não o fiz porque até foi engraçado.
Sentado na sala do restaurante do Hotel Himalaya, onde ficamos hospedados em Tatopani, junto à janela que dá para a única rua da cidade.
Todos por aqui passam para dar uma vista de olhos pelas redondezas.
O que se passou enquanto eu estava a preparar-me para escrever aquilo que viriam a ser os cinco posts que deixei para serem colocados durante os dias que estou a fazer um trekking à volta do Annapurna.
Antes de conseguir começar a escrever, aconteceram duas histórias engraçadas e que dão para ter uma ideia da realidade que se vive deste local.
Esta enorme estátua representa Shiva na sua manifestação destrutiva. Foi encontrada num terreno baldio a norte da cidade e mandada colocar onde está actualmente em Durbar Square pelo rei Pratap Malla.
É a mais famosa estátua de Bhairav e antigamente era usada pelo governos do rei como um lugar onde as pessoas vinham jurar a verdade.
Como o nome indica é a casa de Kumari ou a Deusa viva.
No fundo não é mais que uma criança escolhida para aqui viver até à puberdade e que é considerada como uma reencarnação da Deusa Taleju.
Em Kathmandu como em muitas cidades do sudeste asiático ser electricista não deve ser nada fácil.
Ou então é tão fácil que qualquer um pode dar um jeito.
Passa-se do Tibete para o Nepal através de uma ponte de seu nome Friendship Bridge. A meio da dita, está um traço vermelho no alcatrão meio esburacado e em cada ponta desta linha um militar chinês imóvel tipo Soldadinho de Chumbo, só para Inglês ver. Neste caso eram dois “tugas” que após mais de uma hora na fila para passar a fronteira do lado chinês se encaminhavam a todo o vapor para uma nova aventura
A vida no templo começa bem cedo pelas 5:30 da manha. Onde, em primeiro lugar alimentam os Deuses e demais figuras que têm direito a estátuas com as oferendas deixadas pelos crentes (Água, leite, manteiga, álcool, Coca Cola, fruta etc...). Depois dirigem-se para o Templo principal onde se sentam nos longos corredores a rezar e recitar as escrituras sagradas durante uma hora e meia.
Com 2100 anos de história o Tibete situa-se a norte da cordilheira dos Himalaias e é conhecido como o tecto do mundo com uma elevação média de 4900 m de altitude. Lhasa, a capital fica-se pelos 3600m o que para nós já não é nada fácil.
Oitavo dia da quarta lua
Esta festa é originária da Dinastia Qing e parece ser a mais estranhas de todas festas chinesas, tendo possivelmente origem num ritual exorcista.
O que para nós é apenas um brinquedo de crianças, para os Chineses é um objecto auspicioso que simboliza a recolha de ventos benéficos. Ao que parece e dizem, é suposto conseguir mudar a sorte.
Já todos ouvimos falar e vimos imagens de regatas dos Barcos Dragão. Estas regatas realizam-se tradicionalmente no 5º dia da 5ª Lua por todas as vilas do sul da China e tornaram-se tão populares que estenderam-se primeiro aos países do sudeste asiatico e posteriormente a todo o mundo.
Nos dias que se seguem estarei em viagem de Lhasa para Katmandu, será colocado online 1 post por dia que deixei previamente escrito sobre as Lendas, Histórias e Tradições que ficaram por contar em Macau
Mais 58 horas de comboio, este bem diferente dos que até aqui viajamos. Parece novo, mais confortável e mais limpo. Tem até televisão individual, não funciona mas sempre dá para olhar para ela.
Na minha viajem de HK para Guangzhou onde vou apanhar o comboio para o Tibete, criei uma confusão tremenda na vida de algumas pessoas mesmo sem querer. Afinal de contas, eu só queria saber onde era o metro.
No extremo sul da península da ilha existe um templo consagrado aA-Ma, protectora dos navegantes, também conhecida como Tin Hau (Imperatriz dos Céus).
Este edifício remonta ao início da dinastia Ming (1368-1644) sendo o mais antigo da ilha e provavelmente está na origem do nome de Macau.
Na china, apesar do Cantonês ser muito utilizado, especialmente no sul (Província de Guandong), e de existirem algumas dezenas mais de dialectos, a língua oficial é o mandarim (Putonghua = Língua comum)
Na china existem três religiões diferentes e bem distintas mas que coexistem pacificamente entre elas, de tal forma que é frequente encontrarmos templos ambas dentro do mesmo recinto.
Sendo a minha quarta visita a HK e tendo tido já a oportunidade de conhecer o que de melhor existe por aqui, a minha estadia resume-se um pouco ao sempre bem disposto convívio com o Ivan e Hady.
15 minutos de metro e 15 minutos a pé chegam para nos levar de Mongkok (centro de HK) até à entrada deste templo na base de uma colina em Shatin Pai Ttau Village.
Por toda a china se vê as crianças de colo sem as tradicionais fraldas ocidentais.
Aqui usam uns fatinhos muito giros com as respectivas aberturas para o “xixi” e o “cocó”.
31 horas e 2215 Kms separam Ulaambaatur de Pequim, este é o nosso último percurso no transiberiano que se juntarmos tudo perfaz 7837 kms de combóio de Moscovo a Pequim ao longo de sete fusos horários diferentes.
Duas horas e meia depois de sairmos do Golden Gobi Hostel a caminho do lago Khuvsgul, já agora e apenas para quem estiver interessado, tem entre 1 e 2 % da água doce do planeta e 262 metros de profundidade. Íamos numa daquelas carrinhas russas que aguentam tudo, definitivamente se morasse aqui e tivesse de andar nestas estradas comprava uma.
Só para os que gostam de saber estas coisas.
- As cinco cores da Mongólia são o Azul que representa o céu; o vermelho do fogo e que representa o poder; o amarelo de Buda; o branco do leite que dá o sustento e o verde da paisagem das terras nómadas.
Já ontem reparamos que era muito comunicativo e que dizia umas palavras,poucas, de inglês.
Pelo que era diferente da maioria dos russos que encontramos.
Estava deitado e amarrado num chão muito duro, com 3 trabalhadores da CML com aqueles capacetes tipo Escola Nova e os com coletes amarelos florescentes,
Andar, literalmente com a casa às costas no metro. Se for a meio da manha ou à noite ainda se faz, mas quando chegamos à hora de ponta e queremos entrar no metro apinhado de gente com umas dezenas a querer sair e outras tantas a querer entrar, torna-se tudo mais complicado.
Fomos ao outro lado do rio a Peter and Paul Fortress, uma das primeiras construções de São Petersburgo. Tinham-nos dito que tinha uma vista magnífica sobre o rio e a cidade.
São Petersburgo foi fundada nas margens do rio Neva em Maio de 1703 por Pedro, O Grande que lhe chamou Petrogrado, com o intuito ser a capital do Império Russo.
A rede de metro em Moscovo é enorme com dezenas de estações, todas elas bem abaixo no nível do solo. Na estação mais perto do nosso Hostel temos de subir duas escadas rolantes e só a segunda demora mais de dois minutos a subir.
Os russos, para além de quando falam parecer que estão zangados, não dizem uma palavra que não seja russo, o que torna a necessária comunicação difícil mas também proporciona situações engraçadas, por exemplo:
Ontem começou Caminhos Cruzados, 24 de Junho 2010. Queremos deixar aqui registado os links que conseguimos descobrir, e que publicitaram o inicio deste projecto.
Queremos agradecer o apoio da PhotoStation. Cederam-nos duas máquinas CANON que irão permitir que as nossas fotos e filmes sejam realmente de alta qualidade.
O Rui deixou de picar o ponto na semana passada, eu apesar de continuar a pica-lo por mais quatro semanas, estou neste momento oficialmente autorizado a deixar de o fazer por um período de 364 dias a partir daí, sem que com isso perca o vinculo com a minha entidade empregadora.
À medida que o tempo passa e a data da partida se aproxima, torna-se cada vez mais difícil gerir a grande caldeirada de sentimentos e emoções que me fervilham na cabeça.
Hoje marcámos o avião para Moscovo, local onde verdadeiramente começará a nossa odisseia e dia 24 de Junho é definitivamente o dia da nossa partida de Lisboa.
Como o Rui acha que 75 litros é muito para ele, resolvemos arranjar umas mochilas emprestadas, de vários tamanhos e testar várias coisas antes de ir à Montecampo buscar as que nos foram oferecidas.
A zona de testes foi a minha casa, nas Patameiras.
Depois de uma longa “travessia do deserto” (semanas a ver os e-mails e nada), numa bela manha de Janeiro o Sr. Eduardo Monteiro ligou e disse:
- É por causa de um pedido que recebi aqui na Montecampo a pedir apoio para um projecto. Diga lá o que pretendem?